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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Leva-se 2 anos para aprender a falar e 60 para aprender a ficar em silêncio


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Leva-se 2 anos para aprender a falar e 60 para aprender a ficar em silêncio

 

Lição sobre maturidade, silêncio e sabedoria ao escolher as palavras.

Falar é uma conquista da infância, mas calar na hora certa exige maturidade, domínio próprio e uma perceção mais profunda da vida.

Quando o silêncio vale mais do que uma resposta?

O silêncio vale mais do que uma resposta quando a palavra nasce da raiva, da vaidade ou do desejo de provar superioridade. Em momentos assim, falar pode parecer coragem, mas muitas vezes revela apenas falta de controle.

Quem aprende a esperar antes de responder descobre que nem toda a provocação merece espaço.

Às vezes, a paz começa quando a resposta fica guardada.

A frase de Ernest Hemingway “Leva-se 2 anos para aprender a falar e 60 para aprender a ficar em silêncio”, lembra que a verdadeira inteligência não está em falar muito, mas em  saber quando a palavra deve nascer.

Aprender a ficar em silêncio não é perder a voz, é ganhar discernimento. Depois de muitos anos, a sabedoria talvez esteja exatamente nisso: falar com clareza quando necessário e calar com dignidade quando a paz valer mais do que a última palavra.

 

Larissa Hisashi

sexta-feira, 24 de abril de 2026

A liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta

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Liberdade

A liberdade é uma palavra

que o sonho humano alimenta:

não há ninguém que a não diga

nem quem a não sinta.

 

É como o sol que nos acorda

e nos beija a cada dia:

não há ninguém que o não veja

nem quem o não queria.

 

É como o mar que nos embala

e nos leva para longe:

não há ninguém que o não ouça

nem quem não o ponha onde

a sua sede mais aperta e a sua angústia mais se alonga:

a liberdade é uma palavra que a esperança prolonga.

 

Natália Correia

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Olhamos à nossa volta e sentimos que verdadeiramente a primavera desencadeou um movimento

 

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Olhamos à nossa volta e sentimos que verdadeiramente a primavera desencadeou um movimento: as árvores voltaram a germinar após a nudez do inverno; ao longo dos caminhos vemos flores amarelas, brancas e de todas as cores; damo-nos conta de que a temperatura é outra; a natureza prepara-se para uma estação diferente.

Ora, toda esta preparação não pode ser só exterior a nós, não pode ser apenas um desejo que atravessa a paisagem. Também a nossa vida precisa de primavera; também nós necessitamos de voltar a acender o fogo debaixo das cinzas; também nós precisamos de uma revitalização interna e de um florescimento.

O oceano gelado do nosso coração anseia por um degelo, e a terra desolada da nossa alma geme na expetativa de reverdejar. Não podemos permitir que o inverno se prolongue dentro de nós, e devemos estar conscientes disto: se nos deixamos simplesmente arrastar, se nos mantemos numa tépida e incapacitante indecisão, pode até acontecer que a primavera nunca chegue.

Cardeal D. José Tolentino Mendonça


segunda-feira, 2 de março de 2026

Março voltou


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Março voltou, esta
ácida loucura de pássaros
está outra vez à nossa porta,
o ar de vidro vai direito ao coração.
Também elas cantam, as montanhas:
somente nenhum de nós
as ouve, distraídos

com o monótono silabar do vento
ou doutros peregrinos.
Já sabeis como temos ainda restos
de pudor.

e pelo mundo
uma enorme, enorme indiferença

 

Eugénio de Andrade



sábado, 14 de fevereiro de 2026

É tempo de uma nova visão da Humanidade


 

É tempo de uma nova visão da Humanidade

 

Há um mito persistente de que os seres humanos, pela sua própria natureza, são egoístas, agressivos e depressa entram em pânico. É aquilo a que o biólogo holandês Frans de Waal gosta de chamar a teoria do verniz: a civilização não passa de uma fina camada que estala à menor provocação.

Ora, a verdade é o oposto. Numa crise - quando caem bombas ou sobem as águas durante uma inundação -, nós humanos, tornamo-nos na melhor versão de nós mesmos.

 

As catástrofes despertam o melhor que há nas pessoas.

 

É tempo de um novo realismo. É tempo de uma nova visão da humanidade.

 

RUTGER BREGMAN – Humanidade- Uma História de Esperança

 


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Viver é uma travessia num corredor de portas fechadas


                                                Foto: Google


Viver é uma travessia num corredor de portas fechadas.

Passamos o tempo todo a tentar espreitar pela fechadura. Não interessa o que encontramos ao abrir a porta; interessa termos o arrojo de a abrir.

A esperança e o impossível caminham juntos.

 

Pedro Chagas Freitas – Hospital de Alfaces


domingo, 21 de dezembro de 2025

Sentemo-nos à soleira do instante, porque é Natal


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Sentemo-nos à soleira do instante, porque é Natal.

 

O Natal não é apenas a festa do brilho e da abundância.

Não é apenas a ronda das vozes felizes.

Toca-se também na escassez e no desabrigo. Na solidão e na margem. Na força nua das direções e das perguntas sem resposta.

 

José Tolentino Mendonça