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sábado, 14 de fevereiro de 2026

É tempo de uma nova visão da Humanidade


 

É tempo de uma nova visão da Humanidade

 

Há um mito persistente de que os seres humanos, pela sua própria natureza, são egoístas, agressivos e depressa entram em pânico. É aquilo a que o biólogo holandês Frans de Waal gosta de chamar a teoria do verniz: a civilização não passa de uma fina camada que estala à menor provocação.

Ora, a verdade é o oposto. Numa crise - quando caem bombas ou sobem as águas durante uma inundação -, nós humanos, tornamo-nos na melhor versão de nós mesmos.

 

As catástrofes despertam o melhor que há nas pessoas.

 

É tempo de um novo realismo. É tempo de uma nova visão da humanidade.

 

RUTGER BREGMAN – Humanidade- Uma História de Esperança

 


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Viver é uma travessia num corredor de portas fechadas


                                                Foto: Google


Viver é uma travessia num corredor de portas fechadas.

Passamos o tempo todo a tentar espreitar pela fechadura. Não interessa o que encontramos ao abrir a porta; interessa termos o arrojo de a abrir.

A esperança e o impossível caminham juntos.

 

Pedro Chagas Freitas – Hospital de Alfaces


domingo, 21 de dezembro de 2025

Sentemo-nos à soleira do instante, porque é Natal


                                               Foto: Google


Sentemo-nos à soleira do instante, porque é Natal.

 

O Natal não é apenas a festa do brilho e da abundância.

Não é apenas a ronda das vozes felizes.

Toca-se também na escassez e no desabrigo. Na solidão e na margem. Na força nua das direções e das perguntas sem resposta.

 

José Tolentino Mendonça


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Uma pessoa é como uma cidade

 

                                                 Foto: Google


Uma pessoa é como uma cidade. Não podemos deixar que as partes menos boas impeçam de gostar do todo. Pode haver detalhes de que não gostemos, ruas ou bairros mais manhosos, mas as partes boas compensam tudo o resto.

Enquanto estivermos vivos, existirá sempre em nós um futuro de possibilidades múltiplas e diversas.  Por isso vamos ser bondosos para as pessoas que povoam a nossa existência.

 

A biblioteca da meia noite – MATT  HAIG – Edição Pinguim


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Um inverno de solidão

                                                    Foto: Google



 


CORRESPONDÊNCIA


Vejo as nuvens que avançam do Atlântico
para o continente. E, por trás delas, como um pastor
exigente, o vento que as empurra. Depois,
as nuvens passam e volta o sol, com o azul
imutável das manhãs de outono, monótono e distante
como quem o olha, ao sair de casa, sem
tempo para pensar no tempo.
 
As nuvens, no entanto, continuam
o seu caminho: umas, desfazem-se em água
sobre campos vazios, ou descem para as grandes
cidades para as abraçar com um tédio
enevoado. As que me interessam, porém,
são as que sobem para norte, e ficam
mais frias à medida que as pressões continentais
abrandam o seu curso, Então, param
em dias cinzentos; e, por fim, escurecem
a tua alma, quando as olhas, e te apercebes
de que se aproxima um inverno
de solidão.
 
A não ser que leias, nesse obscuro céu,

esta carta que te mando.

 

Nuno Júdice

O Movimento do Mundo

Lisboa, Quetzal Editores, 1996

terça-feira, 21 de outubro de 2025

A força silenciosa

 

                                                   Foto: Google


A força silenciosa

Na imensidão do mundo, há uma força silenciosa que une os corações e ilumina os caminhos: a empatia.

É como uma suave brisa que acaricia a pele e conforta a alma cansada. É o elo invisível que nos liga uns aos outros, transcendendo barreiras e idiomas, tocando as fibras mais profundas do ser.

É a luz que dissipa as sombras da ignorância e da indiferença, revelando a beleza e a humanidade que habita em cada um de nós.

 

 

Helena Sacadura Cabral – Olhos nos Olhos- Uma vida com mais afeto gratidão e significado