Sitemeter

quarta-feira, 28 de julho de 2021

No instante em que a vontade se aquieta e a observação sobrevém

 

                                               Foto: Google

No instante em que a vontade se aquieta e a observação sobrevém, no puro ato de ver e de se entregar a algo, tudo se modifica.

O ser humano deixa de ser útil ou perigoso, interessante ou monótono, atencioso ou rude, forte ou frágil.

Passa a ser parte da natureza.

Hermann Hesse - "Da Felicidade"

terça-feira, 27 de julho de 2021

Antes de nascermos já sonhamos com o mundo que está para vir

 



https://news.yale.edu/2021/07/22/eyes-wide-shut-how-newborn-mammals-dream-world-theyre-entering 


Investigação fascinante. Achei alguma semelhança com o que acontece na visualização positiva também tudo é criado duas vezes, primeiramente no plano mental ou imaginário e depois no plano real ou concreto. 

domingo, 25 de julho de 2021

A esperteza na vida conduz-nos a uma via superior, mas estreita, de auto - engano


                                                               Foto: google


A esperteza na vida conduz-nos a uma via superior, mas estreita, de auto - engano.

Na nossa ansiedade existencial, preocupamo-nos com a possibilidade de não nos conhecermos, de não compreendermos totalmente a natureza ou de os nossos filhos crescerem sem as competências necessárias ao seu êxito. Sentimo-nos obrigados a ler a obra popular do momento e a descobrir um professor extraordinário ou uma escola válida. Apostamos em novas teorias e tecnologias de aprendizagem.

Contudo, parecemos incapazes de satisfazer as necessidades básicas – manter um casamento, criar filhos tranquilos, viver em bairros seguros e sentir satisfação no trabalho.

Talvez não devêssemos olhar muito para a frente, perdendo o que se encontra perante nós, e talvez devêssemos olhar para tudo o que está a nossa frente e não apenas para aquilo que desejaríamos que lá estivesse.

 

Thomas Moore – “ O self Original & Meditações”


domingo, 18 de julho de 2021

No silêncio distraído de uma varanda


                                               Foto: Google

No silêncio distraído de uma varanda que foi o teu único castelo, ecoam ainda os teus passos feitos não para caminhar, mas para acariciar o chão.

Vagas e Lumes - Mia Couto

sábado, 10 de julho de 2021

Olhamos com insistência para o passado

 

                                                           Foto: google



“Segundo a lei da vida, cada vez que uma porta se fecha para nós, outra se abre. O ruim é que, com frequência, olhamos com muita insistência para o passado e sentimos tanta falta da porta fechada que não vemos aquela que acaba de se abrir.”

Albert Schweitzer

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Toma um café contigo mesmo


 


Toma um café contigo mesmo

No próprio cerne das mudanças há um receio implícito de ficarmos sós. É interessante como o conceito de solidão adquire aspetos diferentes dependendo de como se perceba esta maneira de estar no mundo.

Para algumas pessoas, estar sozinho é uma escolha que requer uma forte personalidade e uma boa dose de coragem. Não percamos de vista que a companhia não é um presente que a vida nos dá para sempre. Por distintas circunstâncias, todos podemos ver-nos sós de um momento para o outro, sem que o tenhamos escolhido.

Há várias maneiras de encarar a vida, e uma delas é preparar-se cuidadosamente para quando chegar esse momento.

O verdadeiro significado de tomar um café consigo mesmo é a proximidade com a sua alma.

Podemos aprender a desfrutar do encontro connosco e aproveitá-lo para nos conhecermos mais profundamente.

 

“Toma um café contigo mesmo” – Walter Dresel – “Faça uma pausa para se conhecer melhor !”


domingo, 20 de junho de 2021

Ah, abram-me outra realidade!


                                                     Foto: google


 

Ah, abram-me outra realidade!

Quero ter, como Blake, a contiguidade dos anjos

E ter visões por almoço.

Quero encontrar as fadas na rua!

Quero desimaginar-me deste mundo feito com garras,

Desta civilização feita com pregos.

Quero viver como uma bandeira à brisa,

Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer!

Depois encerrem-me onde queiram.

Meu coração verdadeiro continuará velando

Pano brasonado a esfinges,

No alto do mastro das visões

Aos quatro ventos do Mistério.

O Norte — o que todos querem

O Sul — o que todos desejam

O Este — de onde tudo vem

O Oeste — aonde tudo finda

— Os quatro ventos do místico ar da civilização

— Os quatro modos de não ter razão, e de entender o mundo

 

 

4-4-1929

Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993. 

 - 99.